“QUEM MATA NO BRASIL NÃO É A POLÍCIA, É O BANDIDO!”

Irineu-destA violência policial no Brasil é uma realidade, porém, não é institucional, sendo fruto da ação isolada de policiais violentos ou de criminosos travestidos de policiais que não contam com o apoio das corporações e são, invariavelmente, investigados e punidos quando denunciados.

Assim, violência policial não é regra, é exceção. E isso tem que ser dito a esses caolhos defensores dos “manos”.

A violência no Brasil tem causas históricas e complexas, mas certamente o pujante mercado de tráfico e consumo de drogas é um de seus principais motores.

Tratar usuário como mero doente é um grave equívoco que em nada colabora para desestimular o ingresso do jovem neste mundo tenebroso, tornando-o um mercado em constante expansão.

Descriminalizar o uso de drogas só atenderia aos interesses dos barões do tráfico que estão longe de serem os “traficantezinhos” da periferia.

Precisamos de polícia, sim. Em cada esquina.

Preparada, treinada, conhecedora da legislação, dos seus direitos e dos seus deveres e limites.

Paralelo a isso, precisamos de corregedorias fortes e independentes que expurguem de seus meios os maus policiais.

O Brasil precisa, sim, construir presídios para que os condenados cumpram suas penas. Hoje, pela ausência de vagas, criminosos são postos indiscriminadamente nas ruas aterrorizando os cidadãos de bem.

Não sejamos hipócritas,  quem mata no Brasil não é a polícia, é o bandido, seja legítimo ou travestido, mas bandido.

Irineu Andrade – Delegado de Polícia Civil.

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Sobre Bispo

Nascido e criado em Itapetinga, José Bispo Santos é Escrivão de Polícia Civil desde 1998 e graduado em História pela FTC. Foi redator de jornalismo e esportes da Rádio Jornal de Itapetinga (1992-1997). É evangélico pela misericórdia de Deus e um dos editores do Itapetinga na Mídia.

2 thoughts on ““QUEM MATA NO BRASIL NÃO É A POLÍCIA, É O BANDIDO!”

  1. valnei lima silva disse:

    Bom, muito bom !

  2. Ijanai Jr. disse:

    Vivemos dias difíceis, no entanto, não poderemos jamais deixar de separar o joio do trigo. Necessitamos sim cultuar a solidariedade aos nossos bravos policiais que se empenham contra a criminalidade, reconhecendo naqueles abnegados e fieis servidores que preferem ser execrados a se curvar a desídia e a negligência. Parafraseando, “O certo sempre será o certo ainda que ninguém o faça. E o errado sempre será errado ainda que todos aceitem”.

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