Depois de sucessivas reuniões, aqui, e em Salvador, com o vice-presidente da Caixa Econômica, Geddel Vieira Lima, e seu irmão, Lúcio Vieira Lima, além da ex-deputada estadual Virgínia Hagge, o PMDB avia suas últimas consultas internas, e já anuncia para o próximo dia 15, o lançamento dos nomes de Kátia Espinheira, Rodolfo Schetinni e Silvio Macêdo como pré-candidatos a prefeito nas próximas eleições.Nada obstante encontrar sérias resistências dentro da cúpula do seu partido, para solidificar a sua candidatura, Kátia Espinheira, parece ser a que mais tem se movimentado em meio à militância do seu partido, e nas bases populares tenta encontrar forças para reverter a aversão que alguns “cardiais” do PMDB não escondem ter pela sua candidatura. E não é uma questão de gênero.
O PMDB, remanescente do histórico MDB (Movimento Democrático Brasileiro), guardião das liberdades democráticas, símbolo da resistência do golpe militar de 1964, de grandes vultos como, Ulisses Guimarães, Tancredo Neves, Teotônio Vilela, Rômulo Almeida, e tantos outros, nem de longe lembra a célula do PMDB de Itapetinga, notadamente quanto aos métodos adotados para a escolha dos seus candidatos a cargos eletivos.Ao revés de seguir as suas velhas práticas democráticas, que o consagraram como uma das mais importantes agremiações partidárias do país, na mobilização da população pela a defesa das causas democráticas, o PMDB do velho Ulisses, que descansa em paz no fundo do oceano, prefere perfilhar outro caminho, ou seja, entregar a escolha do candidato do partido a uma pequena escolta de membros do seu diretório, formado por nomes meticulosamente escolhido pela direção partidária, que em via de regra é o próprio Michel Hagge, casuística que não é salutar para o fortalecimento do nosso ainda ameaçado processo democrático.
À medida que se distancia do povo, entregando o seu destino a um grupo resumido de pessoas, PMDB, que já foi o partido hegemônico da cidade, de massa, e por algumas décadas o principal ator das decisões políticas locais, com várias passagens pelo comando do município, vai se nivelando aos demais partidos, e o fazendo perder a sua condição de partido de vanguarda.
Os reflexos dessa postura heterodoxa dos dirigentes do PMDB já podem ser vistos por qualquer do povo. De principal ator, o PMDB passa a incômoda posição de coadjuvante do processo eleitoral local. E para o próximo pleito, mais do que pacificar as suas quizílias internas na escolha do seu candidato, as lideranças peemedebistas terão que fazer uma grande engenharia política, no sentido de atrair para o seu projeto os demais partidos que fazem oposição ao prefeito José Carlos Moura, e essa definitivamente não será uma tarefa fácil; existem feridas ainda expostas, de difícil cicatrização. E a metáfora de que “vingança é um prato que se degusta gelado”, me perece apropriado para o momento.
Desde o seu surgimento no final do século XVII, na Inglaterra, os partidos políticos têm passado por profundas mudanças, refundações. No Brasil, no entanto, esse fenômeno só veio a ocorrer a partir da restauração das instituições no país. Como política é um fenômeno social que representa um período característico da história, os partidos políticos como instrumentos da democracia participativa e não representativa, como somos levados a crer, tiveram que readequar os seus programas e traçar novas diretrizes para o seu futuro, e dentro dessa nova perspectiva, o PMDB está inexoravelmente convocado a se refundar se não quiser perder de vez o bonde da história.
Não seria singelo em acreditar que a unidade do PMDB local teria o condão de mudar a sua postura filosófica a nível nacional, romper com o seu comportamento fisiológico, com a sua falta de projeto de governo, mas que pelo menos a nível local, dê exemplo de boas práticas democráticas e entregue o seu destino à decisão soberana do povo de Itapetinga, protagonismo que o partido abandonou já há algum tempo. Deixar ao arbítrio de poucos a escolha de um governante me parece não ser consentânea com a nova realidade que deveria nortear essa tão importante relação.
Ao meu sentir, o PMDB está se apequenando.
Por Juraci Nunes, Radialista e Bacharel em Direito
Povo de Itapetinga, bom mesmo é o PT, que está trabalhando na intenção de desviar verbas públicas.Continuem votando mal que é a cidade que vai se “apequenar” logo logo, e já começou, com o fim do FRIGORIFICO, a crise no vale dourado e Azaléia.E viva a democracia!!!!!!!
NINGUEM QUE SABER DESSE POVO DO PMDB DE ITAPETINGA !!!
A nova itapetinga esta afundando, itapetinga tambem. Os empregos acabando, essa é nossa cidade depois do pt. Se itapetinga acabar, ja estou saindo fora tchau.
Desimprego, quebradeira, desvios de dinheiro, paradeiro e pt dão certo e eu gosto.